O interesse por aves silvestres no Brasil continua crescendo em 2026, seja pelo canto marcante, pela beleza das penas ou pela tradição cultural de criação responsável. No entanto, junto com essa paixão existe um problema sério: o tráfico de animais silvestres, que ainda é um dos crimes ambientais mais lucrativos do país.
Muitas pessoas compram um pássaro sem saber que ele foi retirado ilegalmente da natureza, alimentando uma cadeia criminosa que causa sofrimento animal, desequilíbrio ambiental e pode gerar multas pesadas e até processo criminal.
É justamente nesse cenário que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) desempenha papel fundamental. O órgão é responsável por regulamentar, fiscalizar e controlar a criação e comercialização de aves silvestres no Brasil.
Neste guia completo, você vai entender:
- Como comprar um pássaro legalizado em 2026
- Quais documentos são obrigatórios
- Como funciona o cadastro e a regularização
- Como identificar sinais de tráfico
- Quais são as penalidades para quem compra ilegalmente
Se você quer criar aves de forma ética, segura e dentro da lei, este artigo vai esclarecer tudo o que precisa saber.
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O que são Aves Silvestres segundo a legislação brasileira?
No Brasil, aves silvestres são todas aquelas espécies nativas ou migratórias que pertencem à fauna brasileira e vivem naturalmente fora do ambiente doméstico. De acordo com a legislação ambiental, esses animais são considerados patrimônio público, ou seja, pertencem à União, mesmo quando estão sob guarda de um criador autorizado.
A proteção legal está fundamentada na Constituição Federal de 1988 e regulamentada pela Lei de Crimes Ambientais, que estabelece penalidades para captura, venda, transporte ou manutenção ilegal de animais silvestres.
Isso significa que ninguém pode simplesmente capturar uma ave da natureza e mantê-la em casa, mesmo que a intenção seja “cuidar”. A posse só é permitida quando o animal tem origem comprovadamente legal.
Diferença entre aves silvestres e aves domésticas
A principal diferença está na origem e no processo de domesticação.
- Aves silvestres: Espécies nativas do Brasil, como trinca-ferro, curió e coleiro. Mesmo quando criadas em cativeiro legalizado, continuam sendo classificadas como silvestres.
- Aves domésticas: Espécies que passaram por longo processo de domesticação e não fazem parte da fauna silvestre brasileira, como galinhas, patos domésticos e perus.
Outro ponto fundamental é que aves silvestres exigem registro, anilha oficial e controle ambiental, enquanto aves domésticas não estão sujeitas às mesmas exigências legais.
A confusão entre essas categorias é um dos fatores que alimenta o comércio ilegal. Muitas pessoas acreditam que, por estar à venda, o animal é automaticamente legal — o que nem sempre é verdade.
Principais espécies regulamentadas no Brasil
Entre as espécies mais regulamentadas e procuradas por criadores autorizados estão:
- Curió
- Trinca-ferro
- Coleiro
- Canário-da-terra
- Azulão
Essas aves podem ser criadas legalmente apenas quando provenientes de criadouros autorizados e devidamente registrados no sistema oficial.
Espécies ameaçadas de extinção possuem regras ainda mais rígidas, podendo ter a comercialização totalmente proibida.
O papel do IBAMA na fiscalização
O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) é o órgão federal responsável por fiscalizar, autorizar e controlar atividades relacionadas à fauna silvestre no Brasil.
Entre suas atribuições estão:
- Autorizar criadouros comerciais e amadores
- Monitorar registros no sistema oficial
- Aplicar multas e penalidades
- Combater o tráfico de animais
Além disso, o IBAMA atua em conjunto com órgãos estaduais e forças policiais para coibir o comércio ilegal, que ainda é uma das maiores ameaças à biodiversidade brasileira.
Compreender o que caracteriza uma ave silvestre é o primeiro passo para evitar infrações e contribuir para a preservação ambiental.
Por que o tráfico de aves ainda é um problema no Brasil em 2026?
Mesmo em 2026, o tráfico de aves silvestres continua sendo um dos crimes ambientais mais recorrentes no Brasil. A combinação entre alta demanda, desconhecimento da legislação e lucro fácil mantém essa atividade ilegal ativa em diversas regiões do país.
O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta. Isso torna o país um alvo constante de redes criminosas que capturam aves diretamente da natureza para venda clandestina em feiras, redes sociais e aplicativos de mensagens.
Além de ser crime, o tráfico compromete seriamente o equilíbrio ecológico e ameaça espécies inteiras.
Impactos ambientais e ecológicos
A retirada ilegal de aves do ambiente natural causa efeitos que vão muito além da perda individual de um animal.
Entre os principais impactos estão:
- Desequilíbrio ecológico: Muitas aves atuam como dispersoras de sementes e controladores de insetos. A redução populacional afeta diretamente a regeneração de florestas.
- Risco de extinção: Espécies como curió e trinca-ferro já sofreram quedas significativas na natureza devido à captura excessiva.
- Alta mortalidade: Estima-se que grande parte das aves capturadas morre antes mesmo de chegar ao destino final, devido a transporte inadequado e maus-tratos.
- Perda genética: A captura contínua reduz a diversidade genética das populações selvagens.
O resultado é um ciclo de degradação ambiental que afeta não apenas a fauna, mas todo o ecossistema.
Penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais
A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) estabelece punições claras para quem captura, vende, transporta ou mantém aves silvestres sem autorização.
As penalidades incluem:
- Detenção de seis meses a um ano
- Multas que podem ultrapassar milhares de reais por animal
- Apreensão das aves
- Agravantes em caso de espécies ameaçadas
Além da esfera criminal, há também sanções administrativas aplicadas por órgãos ambientais, como o IBAMA, que pode aplicar multas e embargos.
A legislação não pune apenas quem vende — quem compra também comete crime.
Consequências para quem compra aves ilegais
Muitos compradores acreditam que apenas o traficante é responsabilizado. Isso é um erro.
Ao adquirir uma ave sem anilha oficial, nota fiscal e registro, o comprador pode:
- Ser multado
- Ter o animal apreendido
- Responder criminalmente
- Ficar impedido de obter autorização legal futuramente
Além das consequências legais, há o impacto moral e ambiental: ao comprar uma ave ilegal, o consumidor financia diretamente o tráfico e incentiva novas capturas na natureza.
Combater o tráfico não depende apenas da fiscalização — depende também da conscientização e da responsabilidade de quem deseja criar aves de forma legal e sustentável.
Como adquirir um pássaro legalizado no Brasil
Adquirir uma ave silvestre de forma legal no Brasil exige atenção a procedimentos específicos definidos pela legislação ambiental. Diferente de animais domésticos, essas espécies são patrimônio público e só podem ser comercializadas quando oriundas de criadouros devidamente autorizados.
Ignorar essas exigências pode resultar em multa, apreensão do animal e responsabilização criminal. Por isso, seguir o processo correto não é apenas uma formalidade — é uma garantia de segurança jurídica e preservação ambiental.
Comprar apenas de criadouros autorizados pelo IBAMA
O primeiro passo é verificar se o vendedor é um criadouro autorizado pelo IBAMA ou pelo órgão ambiental estadual competente.
Criadouros legalizados:
- Possuem registro ativo
- Estão cadastrados no sistema oficial
- Comercializam apenas aves nascidas em cativeiro autorizado
- Seguem normas de bem-estar animal
Evite compras em feiras, redes sociais ou vendedores que não apresentem documentação formal. A ausência de registro é um forte indicativo de ilegalidade.
Verificar anilha e documentação obrigatória
Toda ave silvestre legalizada deve possuir anilha fechada e inviolável, colocada ainda nos primeiros dias de vida. Essa anilha funciona como um “RG do animal”, contendo código único que identifica origem e criadouro.
Além da anilha, a documentação obrigatória inclui:
- Nota fiscal de venda
- Certificado de origem
- Registro no sistema oficial
Se a ave não possuir anilha ou apresentar sinais de adulteração, a compra não deve ser realizada.
Cadastro no sistema oficial de controle (SISPASS)
O SISPASS (Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros) é uma plataforma utilizada para registrar criadores e controlar a movimentação de aves.
Após adquirir o animal, o novo proprietário deve:
- Estar devidamente cadastrado como criador amador ou comercial
- Realizar a transferência da ave no sistema
- Manter dados sempre atualizados
Esse procedimento garante que a posse esteja regular perante os órgãos ambientais.
Emissão de Nota Fiscal e Registro
A nota fiscal não é opcional — é obrigatória. Ela comprova que a ave foi adquirida de forma legal e deve conter:
- Dados do criadouro
- Número de registro
- Espécie da ave
- Número da anilha
Sem nota fiscal, não há comprovação de origem legal.
Manter todos os documentos arquivados é essencial para apresentar em caso de fiscalização. A regularização correta protege o criador, o animal e contribui diretamente para o combate ao tráfico de aves no Brasil.

Passo a passo para regularizar a posse de aves silvestres
Regularizar a posse de aves silvestres não é opcional — é uma exigência legal. Mesmo quando o animal foi adquirido corretamente, o proprietário precisa cumprir etapas administrativas para manter a situação regular perante os órgãos ambientais.
O descumprimento dessas obrigações pode gerar multas, bloqueio de cadastro e até apreensão da ave. A seguir, veja o procedimento essencial para manter tudo dentro da legalidade.
Cadastro no sistema ambiental
O primeiro passo é realizar o cadastro no sistema oficial de controle da atividade de criação, como o SISPASS, vinculado ao IBAMA ou ao órgão ambiental estadual responsável.
O interessado deve:
- Criar login e senha no sistema
- Informar dados pessoais completos
- Aceitar o termo de responsabilidade ambiental
- Cumprir eventuais exigências complementares do estado
Somente após esse cadastro o cidadão poderá manter aves silvestres legalizadas como criador amador, quando permitido.
É importante verificar se há normas específicas no seu estado, pois alguns procedimentos podem ser descentralizados para órgãos ambientais estaduais.
Transferência de propriedade
Ao adquirir uma ave de criadouro autorizado, a transferência precisa ser formalizada no sistema.
O processo inclui:
- Registro da venda pelo criadouro no sistema
- Aceite da transferência pelo novo proprietário
- Conferência do número da anilha
- Atualização automática do cadastro da ave
Sem essa etapa, a ave continuará vinculada ao antigo proprietário, o que pode gerar inconsistências em fiscalizações futuras.
A transferência é obrigatória e deve ser feita dentro do prazo estabelecido pela regulamentação vigente.
Atualização de dados e renovação de licença
Manter o cadastro ativo exige atualização periódica das informações e, quando aplicável, renovação da licença de criador.
Entre as obrigações estão:
- Confirmar endereço atualizado
- Informar óbitos de aves
- Registrar nascimentos, quando autorizado
- Cumprir prazos anuais de regularização
O não cumprimento dessas obrigações pode resultar em bloqueio do sistema, suspensão da licença e aplicação de penalidades administrativas.
Regularizar e manter a posse em conformidade não é apenas uma exigência burocrática — é um compromisso com a preservação ambiental e com o combate ao tráfico de aves silvestres no Brasil.
Documentação obrigatória para aves silvestres em 2026
Em 2026, manter aves silvestres no Brasil exige documentação completa e válida. A legislação ambiental não admite informalidade: qualquer inconsistência pode resultar em multa, apreensão do animal e responsabilização criminal.
A comprovação da origem legal é o principal critério utilizado em fiscalizações realizadas pelo IBAMA e por órgãos ambientais estaduais. Por isso, entender quais documentos são obrigatórios é essencial para evitar problemas.
Anilha fechada inviolável
A anilha é o principal elemento de identificação da ave silvestre legalizada.
Trata-se de um anel metálico fechado, colocado na pata do animal ainda nos primeiros dias de vida, quando ele nasce em criadouro autorizado. Por ser fechada, ela não pode ser removida sem danificar — o que impede reutilização ou fraude.
A anilha contém:
- Código numérico exclusivo
- Identificação do criadouro
- Ano de nascimento
- Registro oficial vinculado ao sistema ambiental
Se a ave não possui anilha ou apresenta sinais de corte, substituição ou adulteração, ela é considerada irregular.
Nota fiscal de criatório autorizado
A nota fiscal é a prova formal de que a ave foi adquirida legalmente.
Ela deve ser emitida por criadouro autorizado e conter:
- Nome e CNPJ do criadouro
- Número de registro ambiental
- Espécie da ave
- Número da anilha
- Dados do comprador
Sem nota fiscal, não há comprovação de origem legal — mesmo que o animal possua anilha.
Guardar esse documento é obrigatório. Em caso de fiscalização, ele será exigido juntamente com o registro no sistema oficial.
Certificado de origem
O certificado de origem complementa a documentação da ave e comprova que o animal nasceu em criadouro regularizado, e não foi capturado da natureza.
Esse documento deve estar vinculado ao registro no sistema ambiental utilizado pelo IBAMA ou pelo órgão estadual competente.
O certificado garante:
- Rastreabilidade do animal
- Legalidade da comercialização
- Segurança jurídica para o proprietário
A ausência de qualquer um desses documentos invalida a regularidade da posse.
Em síntese, para manter aves silvestres dentro da lei em 2026, é indispensável reunir anilha inviolável, nota fiscal válida e certificado de origem devidamente registrado. Qualquer falha nessa cadeia documental pode caracterizar infração ambiental.
Penalidades para quem mantém aves ilegais
Manter aves silvestres sem autorização no Brasil configura crime ambiental e infração administrativa. A legislação é clara: a fauna silvestre é patrimônio público, e sua posse só é permitida quando há origem legal comprovada e registro ativo no sistema ambiental.
A fiscalização é realizada pelo IBAMA e por órgãos estaduais, que podem aplicar penalidades imediatas ao constatar irregularidades. As consequências variam conforme a gravidade do caso, quantidade de animais e espécie envolvida.
Multas e valores atualizados
A base legal para punição está na Lei de Crimes Ambientais e no Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações administrativas ambientais.
As multas podem:
- Ser aplicadas por animal mantido irregularmente
- Aumentar em caso de espécies ameaçadas
- Ser agravadas em situações de maus-tratos
- Alcançar valores elevados quando há múltiplos exemplares
Dependendo da situação, o valor total pode atingir cifras expressivas, especialmente quando envolve comércio ilegal ou transporte irregular.
Além da multa, o infrator pode responder simultaneamente nas esferas administrativa e criminal.
Apreensão do animal
A apreensão é uma das medidas mais imediatas adotadas durante a fiscalização.
Quando a ave não possui:
- Anilha oficial inviolável
- Nota fiscal válida
- Registro no sistema ambiental
ela é considerada irregular e pode ser recolhida.
Após a apreensão, os animais geralmente são encaminhados a centros de triagem, onde passam por avaliação veterinária. Se possível, podem ser reabilitados e devolvidos à natureza ou destinados a criadouros autorizados.
Para o proprietário, isso significa perda definitiva do animal, independentemente de vínculo afetivo ou tempo de posse.
Possível detenção
Além da multa e da apreensão, manter aves silvestres ilegais pode resultar em pena de detenção.
A legislação prevê:
- Detenção de seis meses a um ano
- Aplicação cumulativa de multa
- Agravamento da pena em caso de espécie ameaçada
Em situações que envolvem comércio, tráfico organizado ou grande quantidade de animais, as penalidades podem ser ainda mais severas.
Ignorar a regularização não é um risco pequeno — é uma infração com consequências reais. Cumprir a legislação ambiental é a única forma de evitar prejuízos financeiros, sanções criminais e contribuir para a preservação da biodiversidade brasileira.
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Como identificar um criadouro legalizado
Saber identificar um criadouro legalizado é essencial para evitar problemas jurídicos e não financiar o tráfico de aves silvestres. No Brasil, apenas estabelecimentos autorizados pelos órgãos ambientais podem reproduzir e comercializar aves nativas.
Comprar de um criadouro irregular pode resultar em multa, apreensão do animal e responsabilização criminal. Por isso, a verificação prévia é uma etapa obrigatória antes de qualquer negociação.
Consulta no site oficial do IBAMA
O primeiro passo é confirmar se o criadouro possui autorização válida junto ao IBAMA ou ao órgão ambiental estadual responsável.
A consulta deve verificar:
- Número de registro ativo
- Situação cadastral regular
- Categoria de autorização (amador ou comercial)
- Espécies autorizadas para criação
Criadouros legalizados também operam dentro de sistemas oficiais de controle, como o SISPASS, onde a movimentação das aves é registrada.
Se o vendedor não fornecer o número de registro ou apresentar informações inconsistentes, a negociação deve ser interrompida.
Sinais de alerta para evitar golpes
Alguns indícios costumam revelar irregularidades ou tentativas de fraude:
- Venda sem nota fiscal
- Promessa de “regularização posterior”
- Aves sem anilha fechada inviolável
- Anilhas visivelmente abertas ou adulteradas
- Preço muito abaixo do valor de mercado
- Recusa em apresentar documentação
Outro sinal comum é a comercialização exclusiva por redes sociais ou aplicativos de mensagens, sem identificação formal do criadouro.
Desconfiança é uma ferramenta de proteção. Se a origem não for comprovada documentalmente, a compra não deve ser realizada.
Diferença entre criador amador e comercial
Entender essa distinção é fundamental.
Criador amador:
- Autorizado a manter aves para fins de preservação e participação em atividades permitidas.
- Pode realizar reprodução conforme regras específicas.
- A comercialização é restrita e regulamentada.
Criador comercial:
- Possui autorização específica para venda de aves.
- Emite nota fiscal obrigatoriamente.
- Opera como atividade econômica formalizada.
Apenas criadouros comerciais autorizados podem vender aves de forma regular ao público.
Identificar corretamente o tipo de criador e confirmar sua regularidade evita riscos legais e contribui diretamente para o combate ao tráfico de aves no Brasil.

Benefícios de adquirir aves de forma legal
Optar pela aquisição legal de aves silvestres vai muito além de evitar multas. Trata-se de uma decisão com impacto ambiental, jurídico e ético. Quando o comprador escolhe um criadouro autorizado e segue todas as exigências do IBAMA, ele contribui diretamente para a conservação da fauna brasileira e protege a si mesmo de consequências legais.
A legalidade cria um ciclo positivo: reduz o tráfico, fortalece a criação responsável e promove a sustentabilidade da atividade.
Preservação ambiental
A principal vantagem da aquisição legal é a proteção da biodiversidade.
Quando a ave é proveniente de criadouro autorizado:
- Não houve captura na natureza
- Não há retirada de indivíduos do ecossistema
- Não ocorre desequilíbrio ambiental
A captura ilegal reduz populações silvestres, compromete a diversidade genética e pode levar espécies à ameaça de extinção. Ao comprar legalmente, o consumidor deixa de financiar essa cadeia criminosa.
Além disso, a criação regulamentada permite rastreabilidade e controle populacional, contribuindo para estudos e manejo sustentável.
Segurança jurídica
A posse regularizada garante tranquilidade ao proprietário.
Com documentação completa — anilha inviolável, nota fiscal e registro no sistema ambiental — o criador está protegido em caso de fiscalização.
Isso significa:
- Ausência de risco de multa
- Impossibilidade de apreensão do animal
- Conformidade com a legislação ambiental
- Regularidade para participação em atividades autorizadas
A informalidade, por outro lado, pode resultar em prejuízos financeiros significativos e processo criminal.
Bem-estar animal
Aves oriundas de criadouros legalizados passam por controle sanitário, manejo adequado e condições mínimas exigidas por norma ambiental.
Diferente do tráfico, onde há:
- Transporte inadequado
- Superlotação
- Alto índice de mortalidade
- Maus-tratos
Nos criadouros autorizados há acompanhamento técnico, controle reprodutivo e padrões mínimos de cuidado.
Adquirir de forma legal é também uma escolha ética. Significa garantir que o animal teve origem responsável e que continuará sob condições adequadas.
Em síntese, a legalidade beneficia o meio ambiente, protege o proprietário e assegura melhores condições de vida para as aves silvestres.
Dúvidas frequentes sobre Aves Silvestres e o IBAMA
Quando o assunto é criação de aves silvestres, muitas dúvidas surgem — principalmente sobre o que é permitido e o que pode gerar penalidades. A legislação brasileira é rigorosa, e o desconhecimento não isenta o cidadão de responsabilidade.
A fiscalização é conduzida pelo IBAMA e por órgãos ambientais estaduais, que verificam documentação, anilha e registro no sistema oficial.
A seguir, esclarecemos as perguntas mais comuns.
É permitido ter qualquer espécie em casa?
Não.
Apenas espécies autorizadas para criação em cativeiro podem ser mantidas por pessoas físicas, e ainda assim com registro ativo e documentação completa.
Espécies ameaçadas de extinção, migratórias específicas ou protegidas por normas especiais podem ter restrições severas ou proibição total de criação doméstica.
Além disso, mesmo espécies permitidas só podem ser mantidas quando:
- Forem provenientes de criadouro autorizado
- Possuírem anilha fechada inviolável
- Estiverem registradas no sistema ambiental
Capturar aves da natureza, independentemente da espécie, é crime.
Posso comprar pela internet?
A compra online não é automaticamente ilegal, mas exige extremo cuidado.
O que determina a legalidade não é o meio da venda, e sim a origem do animal.
Para ser regular, a venda deve:
- Ser feita por criadouro autorizado
- Incluir emissão de nota fiscal
- Permitir verificação do número de registro
- Garantir que a ave esteja devidamente anilhada
Anúncios informais, perfis sem identificação ou ofertas com preço muito abaixo do mercado são fortes indícios de irregularidades.
Se não houver documentação formal, a compra caracteriza infração ambiental — mesmo que a negociação tenha ocorrido digitalmente.
O que fazer se encontrar ave sem anilha?
Se você encontrar uma ave sem anilha ou suspeita de irregularidade, não tente regularizar por conta própria.
A ausência de anilha geralmente indica:
- Captura ilegal
- Retirada da natureza
- Origem sem controle ambiental
O procedimento correto é comunicar o órgão ambiental estadual ou o IBAMA para orientação.
Manter o animal sob sua guarda sem documentação pode configurar infração, mesmo que a intenção seja ajudar.
A melhor forma de proteger a fauna brasileira é agir dentro da lei e incentivar práticas responsáveis.
Conclusão
A criação de aves silvestres no Brasil exige responsabilidade, informação e cumprimento rigoroso da legislação ambiental. Ao longo deste guia sobre Aves Silvestres e o IBAMA: Como adquirir um pássaro legalizado e evitar o tráfico em 2026, ficou claro que a legalidade não é apenas uma exigência burocrática — é uma escolha consciente que protege o meio ambiente e evita consequências graves.
Reforço da importância da legalidade
Manter aves silvestres com documentação completa, anilha inviolável e registro ativo junto ao IBAMA garante segurança jurídica ao criador e preserva a rastreabilidade do animal.
A ausência de regularização pode resultar em multas, apreensão e até responsabilização criminal com base na Lei de Crimes Ambientais.
Legalidade significa tranquilidade.
Combate ao tráfico de animais
O tráfico de aves silvestres ainda é uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira. Cada compra ilegal alimenta uma cadeia criminosa que retira milhares de animais da natureza todos os anos.
Ao optar por criadouros autorizados e exigir documentação, o cidadão contribui diretamente para enfraquecer esse mercado clandestino.
O consumidor consciente é parte ativa no combate ao crime ambiental.
Responsabilidade ambiental do cidadão
A preservação da fauna não depende apenas da fiscalização. Depende da postura individual.
Antes de adquirir uma ave, é fundamental:
- Verificar a regularidade do criadouro
- Conferir anilha e nota fiscal
- Realizar cadastro no sistema oficial
- Manter documentos organizados
Agir dentro da lei é uma forma concreta de proteger espécies, evitar prejuízos e promover um relacionamento sustentável com a natureza.
Em 2026, informação é a melhor ferramenta contra o tráfico e a ilegalidade.
FAQ – Aves Silvestres e o IBAMA: Como adquirir um pássaro legalizado
Como comprar ave silvestre legalizada em 2026?
Compre apenas de criadouros autorizados, com anilha, nota fiscal e registro no sistema ambiental.
É crime ter pássaro sem anilha?
Sim. A posse sem anilha e documentação pode gerar multa, apreensão e processo criminal.
O IBAMA autoriza venda de aves?
Sim, quando o criadouro possui registro válido e segue as regras ambientais.
Posso regularizar ave comprada ilegalmente?
Não. Sem origem comprovada, a ave não pode ser legalizada.
Como evitar o tráfico de aves silvestres?
Exija documentação, verifique o registro do criadouro e denuncie o comércio irregular.

